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sexta-feira, 4 de março de 2011

Bonito espera elevar em 5% fluxo de turistas


Bonito recebeu mais de 276 mil visitações no ano passado
O turismo em Bonito, destino mais famoso do Estado fechou o ano com aumento de 4,06% nas visitações. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio, foram 276.164 visitações em 2010, sendo 10.767 visitas a mais que 2009. Segundo o secretário de turismo, Augusto Barbosa Mariano, o desafio para 2011 é aumentar em 5% esse resultado alcançado no ano passado.
foto Segundo o secretário, o incremento em 2010 foi resultado do trabalho de todos - iniciativa privada, poder público e sociedade, além do grande apoio, entrosamento e articulação com o Governo do Estado através da Fundação de Turismo de MS e Governo Federal, através do Ministério do Turismo. “Antes do Governador André Puccinelli não existia política pública para o turismo. Hoje contamos com planejamento, orçamento, recursos, metas e, consequentemente, obtemos bons resultado”, enfatiza Mariano.
Entre as obras de infraestrutura, Augusto Mariano destaca a pavimentação da estrada MS 178, que integra a região de Bonito e da Serra de Bodoquena com o Pantanal e é a principal rota de entrada de estrangeiros através da Bolívia; a drenagem e pavimentação das ruas da cidade e a instalação da seção de incêndios, que possibilitou o início da operação do aeroporto da cidade que hoje já conta com voos regulares às quintas e domingos.
As políticas públicas também foram de extrema importância para esses resultados. Exemplo disso foi o decreto de criação do Geoparque Bodoquena-Pantanal que garantiu a chancela da Unesco possibilitando estudos oficiais na região. O fortalecimento de instâncias de governança, do Projeto “65 destinos indutores” e do Fórum Bonito-Serra da Bodoquena também foram decisivos no processo que garantiu a Bonito, pelo nono ano consecutivo, o prêmio da Revista Viagem e Turismo de melhor destino de ecoturismo do Brasil.
A secretária de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo de Mato Grosso do Sul (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, lembra que a divulgação foi essencial para o resultado.“Bonito se fez presente nas principais feiras, eventos e road shows, além de feiras com grande alcance de público como o Salão do Automóvel e Salão Imobiliário. Representantes do setor turístico também estiveram em feiras internacionais, sempre munidos de materiais de divulgação, fortalecendo a rota Pantanal-Bonito. Isso demonstra que o Governo do Estado priorizou esse segmento”, enfatizou.
O secretário Augusto Mariano lembra que “ainda existem arestas a serem aparadas nesse sistema, mas sua eficiência já está consolidada. Somos hoje a segunda maior arrecadação do município, perdendo apenas para a atividade agropecuária”. Atualmente 50% da mão de obra do município está voltada diretamente para o turismo. São guias, agentes, remadores, monitores, recepcionistas, motoristas e demais pessoas que ajudam na realização dos sonhos de quem visita a cidade.
 E a meta é garantir a melhor distribuição de demanda, isso é, atrair o turista também durante a baixa temporada, colocando Bonito na vitrine do Brasil para eventos. Para o alcance de bons resultados o município investe na parceria com a rede hoteleira (hoje com 5 mil leitos), com o Centro de Convenções (com capacidade para 3 mil pessoas) e o aeroporto.
O município também já começa a se preparar para atender a demanda de turistas que virão ao Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas em 2016. Para receber bem esse público estão sendo feitos investimentos na profissionalização da mão de obra e no crescimento da rede hoteleira. Uma parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul garantirá a abertura esse ano de 44 novas vagas para o curso de guias de turismo, especializados em atrativos naturais.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Conheça a cidade de São Paulo de bicicleta

Para quem quer conhecer um pouco da história de São Paulo e ainda pedalar, o Terra conta sobre um roteiro prontinho para fazer com outros ciclistas e também dá as dicas para quem ainda precisa ir num ritmo mais lento com a bicicleta. O Pedal das Estações é um passeio de bicicleta pelos principais pontos históricos do centro da capital, que já existe há 17 anos, mas é conhecido por poucos. O grupo de 100 ciclistas sai de manhãzinha do bairro Campos Elíseos e percorre mais de 20 km.
Roteiro
Os principais pontos do roteiro da Estação do Pedal são a Estação Júlio Prestes, onde está instalada a sala São Paulo de concertos; a Estação da Luz, construída com base na arquitetura inglesa, no século XX, próximo ao Parque da Luz e à Pinacoteca; o Mercado Municipal, onde é necessário tomar cuidado com carros; o prédio do Banespa, uma das vistas mais privilegiadas da capital; a Catedral da Sé, cartão postal da cidade; o Pateo do Colégio, marco zero de São Paulo; o Vale do Anhangabaú e a Praça Ramos de Azevedo até o imenso Theatro Municipal, construído em 1911 e atualmente em reforma; os viadutos Santa Ifigênia e do Chá, belos e muito movimentados; e, por fim, Campos Elíseos, ponto de partida e também chegada do passeio. Esse é um trajeto mais endurance, então, se você não se sentir preparado, é melhor preparar um roteiro que exija menos esforço físico.
Cuidado sempre
Prefira passear de bicicleta pela capital nos sábados ou domingos, quando algumas vias da cidade são transformadas em ciclovias. É o caso do Elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão, passarela que liga o centro da cidade à região da Pompeia. O Elevado lota de paulistanos e de turistas. É importante se lembrar de pedalar sempre à direita dos carros e evite usar fones de ouvido.
Há também ciclovias em avenidas, que têm parte de suas ruas fechadas para o tráfego de automóveis nos fins de semana. É assim nas Avenidas Juscelino Kubitscheck, na Vila Olímpia, e Inajar de Souza, na Vila Nova Cachoeirinha.
Park here
Outras opções são os parques. No Ibirapuera, além de haver ciclofaixa, é possível alugar uma bicicleta. Outros parques, menores, podem ser igualmente divertidos e repletos de verde e ciclistas: Parque do Povo - já foi percorrido de bike até pelo ex-Beatle Paul McCartney, quando visitou o Brasil em novembro de 2010 -, Parque Villa-Lobos, Parque do Carmo e Parque Anhanguera.
Para quem quer algo menos povoado e realmente exclusivo para ciclistas, uma opção é a ciclovia na Marginal Pinheiros, na zona sul. São 14 km de percurso, entre a avenida Miguel Yunes, em Interlagos, e a estação Vila Olímpia da CPTM. O único contratempo é o mau cheiro que o rio Pinheiros ainda pode ter em alguns dias; prefira percorrer o local nos meses mais frios.
Tendo uma bike, há muitos passeios que podem tornar seu final de semana diferente. Vá do Memorial da América Latina e do Parque da Água Branca até a sede da Prefeitura; ou do Masp até o Parque do Ibirapuera. Ao final do percurso, você vai ver que pedal, história, verde e São Paulo andam muito bem juntos.

Pratique rapel em lugares radicais na Bahia

Quando se pensa em sol, praia, carnaval e cultura brasileira, a Bahia é um dos primeiros locais do país a ser lembrado. No entanto, o Estado é também referência quando se trata de esportes radicais. Sua natureza exótica e grande quantidade de parques, cachoeiras, lagos e montanhas tornaram-se famosos entre os turistas que procuram por aventuras.
Devido ao terreno acidentado e incidência de montanhas e cavernas em todo o Estado, o rapel é uma das práticas mais comuns. Interagir com o rio São Francisco e seus cânions, explorar as belezas e acampar na Chapada Diamantina e se aventurar em cascading (esporte de aventura que consiste na exploração progressiva de uma cachoeira) pelas cavernas que se espalham em solo baiano são apenas algumas das possibilidades.
Na Costa do Cacau, as centenas de quilômetros de praias, rios e cachoeiras em áreas preservadas da Mata Atlântica favorecem a prática do cascading, que utiliza as mesmas técnicas do rapel para descer quedas d'água. Ideal para os aventureiros mais experientes, a Cachoeira do Véu de Noiva - sugestivamente conhecida como Pancadão - tem o maior salto da região, com 40 m de altura. O acesso também não é dos mais fáceis: é preciso percorrer uma hora de barco e depois fazer uma trilha de 40 minutos.
Outra queda d'água indicada para níveis avançados de rapel fica na Costa do Dendê. A Cachoeira da Pancada Grande, com seus três gigantescos degraus de pedra (chamados de Três Pancadas) ao longo de 90 m, já foi palco da competição Ecomotion/Pro, que traz desafios na natureza. É preciso ficar atento à forte vazão do Rio das Almas e às pedras do local, que costumam ser muito escorregadias.
Grande cânion
Ponto imperdível para os amantes da natureza é a região de Paulo Afonso, por onde passa o Rio São Francisco. Só a oportunidade de conhecê-lo já seria o suficiente para atrair turistas, mas, além disso, há o cânion que o margeia e que favorece a prática de um rapel alucinante. No Parque Dom Pedro II, da ponte metálica, construída em 1958 por Juscelino Kubitscheck para ligar Alagoas e Bahia, é possível apreciar a bela paisagem durante a descida de 84 m.
No local também é muito comum a prática de bungee-jumping. Se ao chegar lá você sentir alguma familiaridade com o cenário, não se espante: a ponte costuma ser cenário para rapel e bungee-jumping em programas de esporte com certa frequência. Se a intenção é praticar também caving, o destino mais procurado é o Oeste Baiano, cujo conjunto rochoso forma um grande complexo de grutas.
Nas cavernas mais assediadas, Buraco do Inferno e Sumidouro, os obstáculos são considerados difíceis. Já a Gruta do Catão, à qual se chega passando por uma trilha de cerca de 100 m com terreno íngreme e pedregoso e vegetação densa, o caving exige esforço, mas vale a pena devido a sua beleza ímpar. De lá, é possível ter acesso à Lagoa Azul, um dos cartões postais da região. Perto dali também há um sítio arqueológico e um lago com uma espécie de areia movediça.
O paraíso do rapel é a Chapada Diamantina. Com seus morros, grutas e cachoeiras, a região é conhecida pelas belezas naturais. Não deixe de passar pelo Morro do Pai Inácio, cartão postal da Chapada. Talvez você não tenha coragem de se aventurar num rapel pelo local, mas não se iniba -a altura de 150 m faz muitos desistirem antes mesmo da escalada. Se você ainda está começando, o Poço do Diabo, com altura de 22 m e um lago ao final, é o ideal.
Altas aventuras
É na Chapada também que fica a maior cachoeira do Brasil, a da Fumaça - que também é uma das mais altas do mundo, com 420 m. Naturalmente, o cascading no local também é o mais arriscado. Porém, mesmo para quem não tem grande experiência, vale a pena percorrer a trilha de 48 km (em quatro dias e três noites) para chegar até a queda. O roteiro inclui travessia por tirolesa, além de caving e cascading nas cachoeiras e cavernas pelo caminho.
O rapel em caverna também pode ser feito na Gruta do Lapão Velho, na região de Santa Luzia. São duas entradas separadas por 500 m de descida íngreme. Dentro da caverna, há travessias de abismos e galerias submersas. Ao escalar o topo do 'Apaga Vela', chega-se ao salão principal. No total, o complexo tem cerca de 20 grutas.
Rapel urbano
Mas todo amante de rapel sabe que, apesar de ser desejável, o ambiente natural não é pré-requisito essencial para o esporte. Onde houver terreno acidentado e grandes alturas a serem percorridas, será sempre uma boa opção. É por isso que em Salvador, com suas depressões geológicas que deram origem a paredões, pontes e viadutos, não é incomum avistar praticantes de rapel descendo torres aqui e acolá.
Os principais pontos da cidade para a prática são o prédio do Hotel Vitória Marina, torres da TV Itapoã e do Centro de Convenções da Bahia e o Elevador Lacerda, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade. Com 72 m de altura, ele proporciona uma espetacular visão da Baía de Todos os Santos.

Navios fazem a última chamada para o Carnaval

Ainda dá tempo para aproveitar o Carnaval em alto-mar. Mas corra: dos 20 navios que percorrem a costa brasileira nesta temporada, apenas dez ainda aceitam reservas para o período de folia.
No feriado, os três navios da Costa Cruzeiros --Costa Victoria, Costa Fortuna e Costa Serena-- estão lotados.
Das cinco embarcações da CVC, apenas o CVC Imperatriz, saindo de Itajaí (SC), possui vagas. Até o fechamento desta edição, a Ibero ainda aceitava reservas no Grand Celebration, que zarpa de Santos em 4 de março.
Tanto a MSC quanto a Royal Caribbean ainda têm cabines disponíveis em todos os seus navios.

Editoria de Arte / Folhapress
FESTA A BORDO
Não pense que fugirá da folia em uma viagem de navio. Fique atento à programação. No Costa Serena, há DJ, música 24 horas e um telão na piscina. A ideia é transmitir as imagens do Carnaval em tempo real.
Os navios da CVC terão cronograma temático, com colares coloridos e festas no deque da piscina, com bandas ao vivo de axé, sertanejo, pop rock e samba.
No fim da temporada, o CVC Bleu de France é o último a ir embora, com saída de Santos no dia 18 de maio.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sinal verde para curtir patrimônios e natureza de Curitiba

Curitiba é um das cidades mais "verdes" do Brasil. A quantidade de parques e bosques é a primeira coisa que chama a atenção do turista que pisa pela primeira vez na capital paranaense. Mas Curitiba também impressiona pelas soluções em transporte público, pela gastronomia de qualidade e vida cultural variada.

Jardim Poty Lazzarotto é um dos points turísticos de Curitiba O parque mais frequentado, o Barigui, é também o maior, com seu 1,4 milhão de metros quadrados. Lá, moradores e turistas convivem pacificamente com preás, socós, garças brancas, gambás, tico-ticos e sabiás que habitam o local. Entre as opções para entretenimento estão churrasqueiras, quiosques, pistas de bicicross e aeromodelismo, quadras, equipamentos de ginástica, restaurante, parques de diversão, o Museu do Automóvel e a Estação Maria Fumaça.
Outro local que é referência na cidade é o Parque Tanguá, que foi inaugurado em 1996 como uma ação para a preservação do rio Barigui. Sua principal atração são as duas pedreiras unidas por um túnel de 45 m de extensão que pode ser atravessado a pé ou por uma passarela sobre a água. O parque também oferece pista de cooper, ciclovia, mirante, lanchonete e o Jardim Poty Lazzarotto.
Como na França
Outro dos pontos turísticos mais visitados de Curitiba é o Jardim Botânico, feito à imagem dos jardins franceses. A estufa impressiona com espécies nacionais e uma fonte de água. Atrás fica o espaço cultural Frans Krajcber, cuja exposição permanente conta com 144 esculturas. Quer conhecer um pouco da mata nativa? Há trilhas no local para se percorrer a pé.
A Ópera do Arame, um dos símbolos de Curitiba, também foi construída à semelhança da Ópera de Paris, com estrutura tubular e teto transparente. O local é cercado por um lago e tem ainda uma cascata. Todo tipo de espetáculo é apresentado ali, do clássico ao popular - a capacidade é de cerca de 1,6 mil pessoas.
No Teatro Paiol, as apresentações são um pouco mais intimistas: a capacidade da casa é de 220 pessoas. O local foi construído para abrigar um depósito de pólvora e, após várias restaurações, foi inaugurado como teatro em 1971, com um show de ninguém menos do que Vinícius de Moraes.
Curitiba tem também tem em seu cardápio turístico o maior museu da América Latina, o Museu Oscar Niemeyer. Ele foi inaugurado em 2002, quando o arquiteto reformulou o projeto do Edifício Castelo Branco, de sua própria autoria.
Ainda de olho na arquitetura da cidade, a pedida é visitar o Largo da Ordem, com suas imponentes construções do século 18, como a Casa Romário Martins e o Museu de Arte Sacra, que fica dentro da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas.
Além disso, vale a pena prestar atenção nas fachadas da Casa Vermelha e do Palácio Garibaldi e passar pela travessa Nestor de Castro, toda decorada com painéis de azulejo feitos por Poty Lazzarotto. Mas o largo é famoso mesmo pela boemia garantida nos bares que o rodeiam e pelos espetáculos de música e arte que acontecem no memorial de Curitiba.



Alugue sua Ilha de Caras gastando pouco (ou muito)

Um final de semana de Ilha de Caras para você e seus amigos. Muito mais do que um sonho, esta pode ser uma possibilidade ao alcance da mão -e do bolso. Por valores que vão de R$ 350 por dia e por pessoa a meio milhão de reais por semana existem, no nosso litoral e em outros mares, ilhas paradisíacas, equipadas para receber grupos e fazer das fantasias, realidade.
No Brasil, o serviço, que alia privacidade, mordomia e paisagens únicas, pode custar R$ 240 por dia e por pessoa. A maior parte das ilhas particulares disponíveis para aluguel está no arquipélago de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. As agências especializadas neste tipo de serviço costumam preparar pacotes que incluem o uso dos imóveis, que podem ser mansões com dezenas de cômodos ou chalés independentes, o transporte até o local, por lancha ou helicóptero, e uma equipe de funcionários de apoio - cozinheiros, marinheiro e faxineiros, por exemplo.
Em Paraty, no Rio de Janeiro, a Ilha do Breu pode receber até 75 pessoas. Basta pagar R$ 35 mil pelo fim de semana todo - menos de R$ 500 por cabeça. Além de passar dois dias em um paraíso tropical, quem escolher esse destino poderá usufruir de 19 confortáveis chalés, com todas as refeições incluídas.
E muito perto, em Angra dos Reis, tem a Ilha da Piedade, perfeita para quem gosta de badalação: aqui já foi a famosa Ilha de Caras. Nos seus seis bangalôs e quatro apartamentos pernoitaram celebridades brasileiras e internacionais, e as suas praias foram cenário de produções fotográficas e romances tórridos. O aluguel é só para grupos fechados, de até 20 pessoas. Tem Casa de Praia com varandas, sala de estar e de jantar, cozinha e banheiro. No alto da ilha fica o Grande Pavilhão com salão, home theater, varandas, piano-bar, sala de sinuca e sala de jantar. Há ainda o deck, as três praias, a quadra de tênis iluminada, e o campo de futebol. Para quem chegar pelo ar, está o heliponto, e para passeios pelas ilhas vizinhas há um barco para transporte de passageiros. O preço de fazer realidade a própria Ilha da Fantasia? U$ 10.000 por dia em alta temporada, aproximadamente R$ 17.000.
Alugar fora do país também pode. A ilha Petit St. Vincent, conhecida como PSV, fica no Caribe e oferece seus quase quatro quilômetros de praias de areia branca pelo valor modesto de U$ 5.670 a semana (aproximadamente R$ 9.600) por cada um dos seus 22 bangalôs. Quem alugar o conjunto tem desconto garantido. A ilha descreve-se melhor pelo que não tem: aeroporto, chave nas portas, TV, telefone, turistas. Há, sim privacidade, natureza virgem, águas turquesas e um serviço de alto padrão, com uma relação de um funcionário por cada visitante. Snorkeling, mergulho com garrafas, passeios de iate e caminhadas são algumas das atividades disponíveis na ilha PSV.
Cayo Espanto, em Belize, surpreende não apenas pelo nome engraçado: a ilha é considerada um dos locais mais bonitos e exclusivos do mundo, a apenas duas horas de Miami. E está disponível para alugar pelo valor de U$ 10.000, a noite (uns R$ 17.000, aproximadamente), com refeições inclusas.
Após troca de avião, chega-se num pequeno jatinho que voa a baixa altura por cima das ilhas e da segunda maior barreira de corais do mundo. Um aperitivo digno de umas férias verdadeiramente cinco estrelas: a ilha conta com quatro mansões e dois bangalôs, todos com vista para o mar e piscinas, total privacidade e serviço de primeira. A capacidade máxima é de 14 pessoas.
Um pouco mais de exotismo, sem abrir mão do luxo, pode ser encontrado nas Ilhas Seychelles, na costa leste da África, no Oceano Índico, região com um dos mares mais transparentes do planeta, e onde ficam talvez as areias mais brancas. Neste local está para alugar a Round Island. O preço não é barato, com certeza: 134.750 Euros por semana (aproximadamente R$ 317.000). E se o quesito for ilhas de preço alto de aluguel, difícil disputar com Musha Cay, nas Bahamas: são U$ 325.000 por semana -um pouco mais de meio milhão de reais! Um detalhe: as ligações não estão inclusas no preço.
Gostou da ideia da ilha própria? Se o dinheiro não estiver curto, sempre existe a possibilidade de comprar algumas ilhas brasileiras que estão à venda. Se tiver dinheiro para isso, claro. A Ilha das Couves, perto do Guarujá, em São Paulo, custa cerca de R$ 12,7 milhões e é descrita como um "verdadeiro paraíso, sem grandes tempestades, cobras ou mosquitos gigantes". Outra ilha, perto de Paraty, é oferecida por R$ 13 milhões. Possui casa com quatro suítes mobiliadas e gerador de energia solar em um terreno de 40 mil metros quadrados.

Vale dos Vinhedos é rota para despertar os sentidos

Então, prepare-se para mudar o paladar e para abrir os sentidos numa viagem pelo Vale dos Vinhedos (RS). Depois de passar pela aula na cantina, na cave e na sala de barricas de carvalho, estarão esperando por você delícias como batata baroa com costelinha crocante. Tudo em harmonia com um Pizzato Reserva Merlot.

Paulo Von Poser/Folhapress
Chapéu com cacho de uvas e materiais de desenho e pintura usados pelo artista plástico Paulo von Poser
Chapéu com cacho de uvas e materiais de desenho e pintura usados pelo artista plástico Paulo von Poser
E nem precisa atravessar o Atlântico ou falar francês. De toda forma, ter um ouvido ítalo-paulistano o ajudará nessa viagem de aromas, sabores, cores e paisagens. Uma viagem completa, e o destino é logo ali. Sofisticado demais? Não. Acredite: é um passeio simples e autêntico.
Prepare-se para desurbanizar e mudar a percepção da correria, se esquecer de filas e do trânsito. Quer balada? Só se for nostálgica. Zoeira mesmo, só se for de gaitas e do sotaque vêneto num casamento italiano típico: o de salames e espumante.
Celebrar a vindima é uma festa! Festa de verão, com rainhas e princesas. Lembranças de uma cultura e de uma região que começa a se transformar e se enriquecer, mas já procura sua memória. Lá, as pessoas são bonitas, receptivas e falantes. Mãos gigantes e narizes ótimos para desenhar e capturar expressões do campo.
Todos querem viver ali, mas sempre contam sobre algum irmão ou filho que mora fora, em São Paulo ou no Rio. Parentes que vão estudar enogastronomia ou algo do gênero e frequentar jantares de degustação. Mesmo assim, agora eu já sei que 85% da qualidade de um vinho vem da qualidade da uva, ou seja do seu lugar.